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"Onde tudo se vende, tudo se troca, tudo se compra..."

 

Domingo, Agosto 24, 2008

 
"Coisas que eu nem sei contar..."

Depois de alguns copos de vinho barato, tudo o que vem na sua cabeça é a mais pura verdade.
Acredite, mesmo que não seja a seu favor, todos os desejos e arrependimentos (mesmo que você não goste desse termo) que apertam seu coração, são os mais verdadeiros possíveis.
Numa noite em que a solidão te abraça no meio da multidão, a única certeza que você pode ter é a de que em algum degrau da escada em frente a porta da sua casa, você irá derramar lágrimas de sal.
Lembranças que você acredita que um dia serão boas, nesse momento irá te ferir o peito. Os lenços que carregas na bolsa serão insuficientes pra conter o nó na garganta que te sufoca.
Mas a resposta será sempre dita da mesma forma:
- As pessoas têm que ser felizes, inclusive eu.
Afinal de contas... a professorinha tem que exercer a sua função.

Para os que vierem a ler esses escritos eu digo: Vai passar... sempre passa...








"Não quero ficar na tua vida..."




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Quinta-feira, Julho 24, 2008

 


Certa vez um amigo me disse algo assim: "Na sua vida as coisas acontecem como um vento. Com a mesma força que ele sopra a teu favor, ele leva pra longe."
Naquele momento eu cheguei a sentir uma certa raiva do que eu estava escutando, mas era tudo verdade, pelo menos em parte...

Agora eu clamo aos ventos que venham com toda força, derrubem casas, formem redemoinhos, levantem poeira e levem para longe esse nó na garganta.

...



Vento, pastor da curva do mar
Vim te sentir passar
Volta do mundo
Tu és o meu lugar
Vento daqui, de longe, de lá
Meu verdadeiro lar
Voz do coqueiro
Que manda a duna andar
Quero te ver brincando entre onda e onda
Quero te ouvir cantando no bambu
Quero que me perguntes e que eu te responda
Não contes a ninguém
Esconde em teu azul
Palha da palma das asas dos anjinhos
Saia rendada, tuba, procissão
Roça na minha pele me faz carinho
Me ensina o que eu já sei
Meu mestre e meu irmão
Vento de tempo, espaço e canção
Aves de arribação
Vida da vela
Estrada do avião
Vento sem pena e sem ilusão
Sem Deus e sem razão
Bafo de estrela
Sopro no coração


Vento
(Caetano Velozo)



Troca de Informações:

Sexta-feira, Junho 13, 2008

 
Soneto de ontem.

De repente o que era lágrima virou saliva
Saborosa essência do beijo
E dos lábios que antes separados pela palavra fez-se o gosto
E dos braços que abraçavam por ternura fez-se o desejo
De repente da noite fez-se o dia
Captado pela retina da alma
E do pressentimento fez-se a paixão
E da aflição fez-se o momento de confessar



De repente, não mais que de repente.
Fez-se amante o amigo
E contente o esquecido



Fez-se próximo o que um dia era distante
Fez-se na vida, mais uma história pra contar.
De repente, não mais que de repente.


(Lili Mendes)




Troca de Informações:

Domingo, Maio 04, 2008

 

Imagens com trilha sonora de Jobim.

Ultimamente tenho visto muitas cenas de casamento. Ao ligar a TV, passar na frente de uma Igreja, no filme da sessão da tarde, em todo lugar as pessoas se casam de branco, com flores nas mãos e um sorriso nos lábios (na maioria das vezes).
Em janeiro desse ano, minha prima Carol me convidou pra ser madrinha do casamento dela. Aceitei sem nem pestanejar afinal essa poderia ser a única oportunidade de ir até o altar numa cerimônia como essa.
Passei exatos 4 meses pensando na roupa que ia usar, no cabelo, na maquiagem, no sapato e na bolsa pois tudo tinha que estar perfeito nesse dia tão importante!
Carol escolheu Rodrigo, que é um querido amigo, para fazer o papel do homem nessa história. Amei! Rodrigo é lindo e estava chiquérrimo!!!
O tal dia chegou e tudo estava perfeito.
A cerimônia foi simples e objetiva, os noivos estavam maravilhosos, a festa bombou, os doces estavam deliciosos (experimentei todos eles!) e era nítida a felicidade de todos, inclusive a minha ao rever bons amigos e velhos amores naquele lugar.

É... Tenho que confessar... Se alguém me convidar para casar, eu sou capaz de aceitar.



Troca de Informações:

Terça-feira, Novembro 06, 2007

 
"Nina de Menina"



“Durante algum tempo, acreditei que as imagens que vinham na minha mente eram apenas delírios de alguém que tinha que por no palco um espetáculo que eu nem sabia por onde começar.
Logo depois dos primeiros encontros com as integrantes do Atelier Coreográfico 2007.II, tive um insight, queria falar sobre criança. Mas não uma criança qualquer, uma pré-adolescente entre seus 12 e 13 anos que vinha me visitar todos os dias e sempre deixava à mostra um pedacinho do que ela realmente era.
Os dias iam se passando, os laboratórios iam acontecendo, as informações iam chegando, até que finalmente ela deixou escapar o seu nome: Nina.
As aparições eram tão nítidas e verdadeiras que quase cheguei a escutá-la.
Nina é assim, um Erê lindo e curioso, mas que também quer ser visto e estamos aqui para mostrá-lo.
“Nina de Menina” foi um presente dos Deuses para mim. Aliás, “Nina de Menina” é uma companheira que surgiu na minha vida, ou melhor, nos meus sonhos.”


(Lili Mendes)

...



Troca de Informações:

Segunda-feira, Janeiro 01, 2007

 
...até o apagar da velha chama.

"Procure os seus caminhos,
mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz,
revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"

FELIZ ANO NOVO!!!!!



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Quarta-feira, Novembro 29, 2006

 
"Sinto uma alegria enorme ao pensar que minha morte não tem importância nenhuma."

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janeladas traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!

Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonhos gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?

(...)

O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquista-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais do que napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofiasem segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu pra isso;

(...)

Trexos de: TABACARIA ¿ Fernando Pessoa.


.



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Terça-feira, Novembro 21, 2006

 
ESPERA



Não existe maior solidão
Nem distância,
Nem espera tão longa

Como a de um poema que não vem.
A caneta como um gato
À espreita
Para avançar no papel.
Somente um silêncio.
Prolongado e interminável silêncio
Sem paz.
O filho nasce quando quer.

Bianca Ramoneda




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Quarta-feira, Novembro 08, 2006

 
Resposta ao post de /meumundodesofia Sobre Vinícios de Moraes

http://ubbibr.fotolog.com/meumundodesofia/
Post de 07/11/2006


(...)
Chego a pensar e, talvez, acreditar que somos todos muito parecidos.

Depende apenas do ponto de vista.

Talvez, assim como se divide os continentes, existam "continentes" de tipos de pessoas, que a gente poderia separa-los por características emocionais. Sim, porque podemos encontrar pessoas parecidas emocionalmente, independende de qualquer característica física.

Algumas pessoas são frias, pertencendo assim ao polo norte ou sul. Algumas são mais quentes e ao mesmo tempo miseráveis, pertencendo à algum lugar que remetesse à África.

Isso foi só uma infeliz comparação pra ver se vc me entende melhor.

Mas, continuando meu raciocínio, Vinícios de Moraes, talvez, pertenceria ao mesmo continente que eu. Quente, feliz, apaixonante, mas sofredor. América do Sul, mais precisamente no Brasil!

(Lili Mendes)



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Segunda-feira, Novembro 06, 2006

 
"Eu serei pra você o que não me importa saber."


GLÓRIA: - Mas eu preciso que você seja forte. Nem sempre consigo ser essa fortaleza que aparento ser. Nesses momentos eu precisarei dos teus pilares. Por isso e por outras coisas que quero ver você vencer esses "demônios" que você insiste em cultivar.
(Meio confusa) - Fui clara? É que às vezes falo coisas que só eu entendo!...

ERNESTO: - Entendi sim... E muito bem.
(Pequena pausa)
- Agente pode se ajudar! (Sendo mais incisivo) É o que esta acontecendo! Você sempre pode contar com meu peito sempre que precisar! (Para si mesmo) Além do mais, é seu mesmo.

GLÓRIA: (Olhando fixamente para o infinito) - Posso precisar das tuas pernas. Mas elas terão que estar andando sozinhas. Posso também precisar dos teus braços. Mas eles terão que ter força pra me empurrar pra frente.

ERNESTO: (Acariciando suavemente os cabelos de Glória) ¿ Segure a minha mão. Partiremos agora. Seja onde for, estaremos em casa.

(As luzes vão enfraquecendo até apagar totalmente, ficando iluminado apenas uma mesinha com um porta-retratos e uma rosa azul no fundo do palco.)


(Lili Mendes)
...



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Sexta-feira, Outubro 27, 2006

 
"Temporalidade humana..."

O tempo é um amigo traiçoeiro. Hora ele está a seu favor, hora contra. Talvez o tempo seja nosso aliado dessa vez.
Analisar as coisas, ler as entrelinhas, decodificar símbolos e decifrar enigmas.
Pensando e questionando chegaremos sempre em outros pensamentos e questões. Isso não pára. É um ciclo. Voltamos sempre ao ponto de partida, mas nunca da mesma forma e sempre com novas informações.
Pra tudo isso, cada fração de segundo que os ponteiros do relógio marca, são de fundamental importância.
Aproveitando-o, talvez, conseguiremos chegar o mais próximo possível da plenitude, do prazer de viver, da "felicidade". Mas nunca esquecendo que toda moeda tem dois lados, cabe a cada um escolher "cara" ou "coroa".




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Terça-feira, Janeiro 24, 2006

 
Xangô Rezado Alto

Em 1912, Maceió foi palco de um espetáculo sórdido, sombrio e desumano.
Euclides Malta exercia o poder a 12 anos, o que incomodava a algumas ¿figuras ilustres¿ da época. Acreditava-se que a oligarquia entre a família Malta e os terreiros de Candomblé era o que os mantinham no poder de mando. Os Malta assim seriam ¿protegidos dos Orixás¿.
A ganância e a sede de poder foram motivos suficientes para a depredação das dezenas de terreiros de Candomblé da cidade de Maceió. O pouco conhecido ¿Quebra¿.
Dia 2 de fevereiro de 2006, quando 94 anos depois da morte de Tia Marcelina, que morreu decorrente desse episódio chamando por xangô (orixá guerreiro), ¿o projeto Xangô Rezado Alto pretende ser uma manifestação e um resgate da cultura negra ainda tão marginalizada em Alagoas. Ele pretende ser um marco sobre o rompimento do silêncio e da violência que de resto se abate e sempre se abateu sobre as culturas populares e que para além ou dentre a violência do extermínio, a ¿violência do esquecimento¿. (Edson Bezerra ¿ Autor do Manifesto Sururu e do projeto Xangô Rezado Alto)
Por conseqüência do ¿Quebra¿, várias manifestações da cultura popular alagoana, associadas a prática do Candomblé, desapareceram. Porém ainda podemos ver uma silenciosa emergência destas manifestações, a exemplo do Afoxé Odó Iya no bairro da Ponta da terra, o Maracatu Axé Zumbí e a Orquestra de Tambores no bairro do Vergel do Lago.
O projeto Xangô Rezado Alto pretende romper barreiras e pela primeira vez unir filhos de santo, capoeiristas, bumba-meu-boi, outras manifestações afro-descendentes e principalmente a população que foi impedida de ter contato com essas artes por tanto tempo.

¿O Xangô Rezado Alto não pretende ser um projeto a ser realizado de fora pra dentro, mas, sobretudo de um projeto a ser vivenciado e situado no contexto de dar visibilidade e dizibilidade a emergência das culturas negras a partir da consciência da própria comunidade.¿ (Edson Bezerra)

Xangô Rezado Alto:

A primeira etapa (marco do Quebra) será a reunião de manifestações culturais até então periféricas. Se dividirá em 3 etapas: saída, caminhada, celebração.

Concentração: 17:00
Saída: Praça 13 de Maio
Chegada: Praça Sinimbú




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Sábado, Janeiro 07, 2006

 
"Mas então seu amor não é meu, nem eu o seu. Pois então que será meu amado, amador?"
...

Eu já tinha decidido não mais comentar sobre coisas que remetessem à minha vida pessoal nesse espaço que se diz um blog, mas... encontrei esse texto e ele fez meu coração bater acelerado... Peço perdão...!
...

Olhe aqui, olhos de azeviche
Vamos acertar as contas
porque é no dia de hoje
que cê vai embora daqui...
Mas antes, por obséquio:
Quer me devolver o equilíbrio?
Quer me dizer por que cê sumiu?
Quer me devolver o sono meu doril?
Quer se tocar e botar meu marcapasso pra consertar?
Quer me deixar na minha?
Quer tirar a mão de dentro da minha calcinha?
Olhe aqui, olhos de azeviche:
Quer parar de torcer pro meu fim
dentro do meu próprio estádio?
Quer parar de saxdoer no meu próprio rádio?
Vem cá, não vai sair assim...
Antes, quer ter a delicadeza de colar meu espelho?
Assim: agora fica de joelhos
e comece a cuspir todos os meus beijos.
Isso. Agora recolhe!
Engole a farta coreografia destas línguas
Varre com a língua esses anseios
Não haverá mais filho
pulsações e instintos animais.
Hoje eu me suicido ingerindo sete caixas de anticoncepcionais.
Trata-se de um despejo
Dedetize essa chateação que a gente chamou de desejo.
Pronto: última revista
Leve também essa bobagem que você chamou
de amor à primeira vista.
Olhos de azeviche, vem cá:
Apague esse gosto de pescoço da minha boca!
E leve esses presentes que você me deu:
essa cara de pau, essa textura de verniz.
Tire também esse sentimento de penetração
esse modo com que você me quis
esses ensaios de idas e voltas
essa esfregação
esse bob wilson erotizado que a gente chamou de tesão.
Pronto. Olhos de azeviche, pode partir!
Estou calma. Quero ficar sozinha
eu co'a minha alma. Agora pode ir.
Gente! Cadê minha alma que estava aqui?

Texto para uma separação - Elisa Lucinda

...



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Segunda-feira, Janeiro 02, 2006

 
"Sua taça nunca estará vazia, pois eu serei teu vinho."

Postei aqui parte de uma crônica muito interessante sobre o desperdício do amor. A forma com que as pessoas estão tornando esse sentimento vital em algo descartável, ¿dispensável por enquanto¿. É triste mais é real, descobri-me mais uma vez uma romântica filha da puta que insiste em acreditar que é simples e que nós é que complicamos tudo. Vi que tenho muito pra escutar e faço disso meu combustível. Ainda não me rendi, mas posso dizer com pureza d¿alma que amo e não quero deixar de ser esse ser esse ser de conflitos, julgamentos equivocados, prazeres solitários e caçador de olhos que me vejam. É por essas e outras que as palavras de Jabor se fazem tão quase verdadeiras para mim.

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"O AMOR DEIXA MUITO A DESEJAR"

"O amor já teve um toque sagrado, a magia de uma inutilidade deliciosa, já foi um desafio ao dia-a-dia que nos tirava da vida comum. Não existe mais o amor definhando de solidão, nem Romeus nem Julietas, nem pactos de morte, não existe mais um amor nos levando para uma galáxia remota, uma eternidade semi-religiosa. O amor tinha uma fome de compaixão pelo outro, de proteção à pessoa amada. Isso está acabando. O ritmo do tempo atual acelerou o amor, o dinheiro contabilizou o amor, matando seu mistério impalpável. Hoje, temos controle, sabemos por que "amamos", temos medo de nos perder no amor e fracassar no mercado. O amor pode atrapalhar a produção.

Por isso, os filmes de Almodóvar são tão oportunos. Temos de fazer filmes assim, cheios de amor, sem efeitos, sem denúncias. O amor perdeu a gratuidade, as pessoas "amam" por desejo de ter um amor que não sentem mais. O amor não tem mais porto, não tem onde ancorar, não tem mais a família nuclear para se abrigar, não tem mais a utilidade do sacrifício pelo "outro". O amor ficou pelas ruas, em busca de objeto, esfarrapado, sem rumo. Não temos mais músicas românticas, nem o lento perde-se dentro de "olhos de ressaca", nem nas "pernas de fulana", nem temos as bocas beijadas por amantes tutti tremanti, nem o formicida com guaraná. Não se diz mais: "Deus sabe como amei...", mas "Deus sabe quantas(os) amei...".

A publicidade devastou o amor, falando na "gasolina que eu amo", no sabonete que faz amar, na cerveja que seduz. Há uma obscenidade flutuando no ar o tempo todo, uma propaganda difusa do sexo impossível de cumprir. Como comer todas as moças da lingerrie e do xampu, como atingir um orgasmo pleno e definitivo? A sexualidade é finita, não há mais o que inventar. Já o amor, não... O amor vive da incompletude e esse vazio justifica a poesia da entrega. Ser impossível é sua grande beleza. Claro que o amor é também feito de egoísmos, de narcisismos mas, ainda assim, ele busca uma grandeza . Mesmo no crime de amor há um terrível sonho de plenitude. Amar exige coragem e hoje somos todos covardes.

O amor passa a buscar não mais a entrega, mas um domínio. O amor vira um objeto de consumo, fast love, com obsolescência programada para durar pouco. O amor deixa muito a desejar. Em geral, o amor existe hoje como uma espécie de adoçante para justificar, legitimar uma tesão ou uma conquista.

Estamos com fome de amor cortês, num mundo em que tudo perdeu a aura. Por isso, o filme de Almodóvar, cheio de compaixão sussurrada, parece um segredo religioso, uma saudade inexplicável de alguma coisa que existe "aquém", antes da vida.

Nos anos 60, liberdade sexual foi uma questão política. Hoje, podemos tudo, podemos casar até com jacarés ou macacas, sem escândalo, desde que não prejudique a produção. Mas o que invisivelmente esta virando uma nova necessidade polítca é o amor e seus subprodutos. (...) Estamos virando coisas. Precisamos aprender a amar de novo as pedras, as árvores, as nuvens, até chegarmos a nós mesmos... E acho que isso vai surgir na América, como foi nos anos 60. A luta pelos direitos civis será agora a luta pela beleza da inutilidade."

Arnaldo Jabor - "Amor é prosa, sexo é poesia"




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Quinta-feira, Dezembro 22, 2005

 
Case-se comigo. Antes que amanheça. Antes que não me apareça tão bom partido


Confesso que hj o poder é seu.
Faça dele o que quiser.
Coma, cheire, beba essa oportunidade de me ter nas mãos.
Percorra caminhos longos
Saia da estrada
De voltas e voltas, mas volte.
Tenha a necessidade de ser inseto
Tenha pegadas de elefante
Cruze a fronteira, veja o horizonte, depois me ame.

(Lili Mendes)




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Segunda-feira, Dezembro 05, 2005

 
"Pare de fingir que não sou parte do seu mundo...!"


Sorrir é difícil. O mundo desaba aos poucos na minha cabeça e só machuca. Melhor seria se matasse! A morte como um alívio ou uma fuga. A morte de carne, de pele, de sonho, de som, de cheiro , de cor...

Amo pelo mais puro egoísmo...
Amo pelo mais puro egoísmo...
Amo pelo mais puro egoísmo...

...mentira...

Hoje, mais uma vez, me conheci romântica.

Socorro!




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Terça-feira, Novembro 15, 2005

 
O silêncio Das Estrelas - Lenine



Solidão
O silêncio das estrelas
A ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um Deus, e amanheço mortal

E assim
repetindo os mesmos erros
Dói em mim
Ver que toda essa procura não tem fim
E o que é que eu procuro afinal

Um sinal
Uma porta pro infinito
O irreal
O que não pode ser dito
Afinal
Ser um homem em busca de mais
Afinal
Como estrelas que brilham em paz





É amor o que eu sinto por eles...
Allan... Lenine... amo vocês! kkkkkkkkkkkk






Minha mainha tá vindo pra perto de mim amanhã...
Queria voltar com ela na segunda e ficar até o natal... mas é muito tempo... posso não...






Ah!... Faço a prova do vestibular da UFBA no sábado e no domingo pela manhã... Pensem em mim... Da última vez que pedí isso, deu muito certo!



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Sábado, Novembro 05, 2005

 
"O nosso amor não vai parar de rolar..."




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Sexta-feira, Outubro 28, 2005

 
"Amanhã vai ser outro dia..."

As veses me pergunto se vale a pena tudo isso... Parece que estou mentindo pra mim mesma, querendo acreditar que tudo é possível, até o impossível.
"Não espere das pessoas o que elas não podem te oferecer..." Minhas palavras não estão fazendo efeito agora. Desisto, prossigo, espero, desisto novamente, prossigo, espero...
Mas é assim mesmo... depois o sorriso volta a morar comigo... é sempre assim.



"Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo, mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo,
era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás"
Poema - Cazuza



Troca de Informações:



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